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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Video do Proiet

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マニュアル、オートマチック、CVTはどこが違うのですか?

現在、クルマのトランスミッションは大きく分けて、オートマチックトランスミッション(以下AT)とマニュアルトランスミッション(以下MT)の2タイプがあります。ATはクラッチペダルがないためアクセルとブレーキという2つのペダルで操作します。かたやMTはクラッチペダルが加わり、3つのペダルを両足で操作します。このため、AT車は運転操作が楽であるというメリットがあり、とくに初心者には適しています。運転免許証もAT車限定のものがあり、現在ではMT車の需要が少ないこともあって、高い人気を集めています。
 MT車は、変速のたびにクラッチ操作とともにギヤチェンジをする必要があるため、AT車と比べて運転は難しくなっています。しかし、クルマを操る楽しさを味わったり、性能を十分に発揮させて走らせるには有効なトランスミッションですから、スポーツカーなどには多く設定されています。
 もうひとつ、ATと同様にクラッチ操作を必要としない変速機にCVTがあります。CVTはベルトによって径が可変するプーリー(滑車)を回転させることで、連続的な変速を可能にしていることから、無段変速機と呼ばれています。トルクコンバーターというシステムを用いて段階的に自動変速していくATに対し、変速ショックがなく、動力伝達効率にも優れるため、燃費性能にも貢献するというメリットがあります。

MANUAL,AUTOMÁTICO,CVT QUAL É A DIFEREÇA

Os veículos existentes atualmente usam cambio automático(AT) ou manual(MT).
Os veículos automáticos (AT) não possuem o pedal da embreagem, só tem dois pedais, o acelerador e freio. O manual por sua vez possui os três pedais, fazendo o condutor do veículo usar os dois pés simuntâneamente.
O veículo automático oferece vantagens principalmente para o condutor principiante. No Japão o Manual(MT) tem pouco uso a certo tipos de condutores, mas isso não interfere nas vendas, pois há muitos admiradores, principalmente dos carros esportivos que fazem muito sucesso.
O Veículo CVT (TRANSMISSÃO CONTINUA VARIÁVEL) é igual ao automático, sendo que o CVT possuem comandos de Correias e Polias fazendo aumentar ou diminuir a tração (velocidade) de acordo com a aceleração.O veículo CVT tem menos choques na engrenagem do que os automáticos(AT),e são veículos mais econômicos do que os automáticos(AT).

車検の有効期間は何年ですか?

そもそも車検とはなにかというと、道路運送車両法(第61条「自動車検査証の有効期間」)によって、定められたもので、検査有効期間が決められています。つまり一定期間ごとに車検(第62条「継続検査」)を受けなくては公道での走行ができないことになっています。期間については、自家用乗用車の車検の有効期限は、新車登録から初回の検査が3年間で、以降は車齢にかかわらず、2年ごとに車検を受ける必要があります。
 また、自家用貨物自動車(車輛総重量8トン未満)の有効期間が改定され、新車登録から初回の検査が2年間。また、初回点検以降については1年ごとに車検を受ける必要があります。また、キャンピングカーなどの特種車(8ナンバー)の場合は、初回検査が2年で以後も2年ごとの車検が基本となります。
 車検有効期間の満了となる日は、車検証に記載してあります。検査自体は、この有効期間が満了となる1ヵ月前から受けることができます。ちなみに1ヵ月前以内に車検を受けても次の有効期限は満了日からの期間であり、車検を受けた日からではありませんが、1ヵ月だと、受けた日から2年間(貨物車は1年間)となります。満了日を過ぎてから検査を受けた場合も同様です

Validade do shaken é de quantos anos?

O shaken na real, de acordo com a lei do Transporte e Comunicação (lei 61, lei do licenciamento com validade), foi determinado um período fixo de validade (lei 62 Revalidação da Licença). Sem shaken o veiculo não poderá trafegar nas estradas, caso o proprietário não cumpra com a lei estará sujeito a penalidades rigorosas.
Com relação a validade do licenciamento existe diferença dos veículos usados e novos.
Usados com 2 anos e os novos com 3 anos de licenciamento.
Os caminhões com menos de 8 toneladas novos tem 2 anos de licenciamento e os usados 1 ano de licenciamento.
Os carros de camping (placa 8), tanto novo como usado tem 2 anos de licenciamento.
Com relação a validade do shaken, esta especificado no shakensho do veículo(registro do veículo).
O shaken para qualquer tipo de veículo poderá ser renovado 30 dias antes de vencer. Os haken feito antes do prazo de vencimento não inplicarão na validade especificado no shakensho do veículo.
Obs: Após o vencimento do shaken o veículo não poderá trafegar,porem poderá ser renovado o shaken normalmente, dando ao mesmo permissão de uso.

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE CIDADANIA

A educação para o trânsito é uma questão muito mais ampla que parece. As estatísticas nos mostram que embora estejamos, desde a implantação do novo Código de Trânsito Brasileiro e Japonês, mais preocupados com as informações e a formação do cidadão nesta área ainda há muito que mudar no quadro do trânsito de ambos dos países. As mudanças de comportamento da qual tanto falam é maior que a questão do trânsito, pois envolve valores, padrões culturais e conscientização.

O homem moral é aquele que age bem ou mal na medida em que acata ou transgride as regras do grupo. A ética ou filosofia moral é a parte da filosofia que se ocupa com a reflexão a respeito das noções e princípios que fundamentam a vida moral. Embora a ética não se confunda com a política, cada uma tendo seu campo específico, elas se relacionam necessariamente. Por um lado, a política, ao estender a justiça social a todos, permite a melhor formação moral dos indivíduos. Por outro lado, as exigências éticas não se separam da ação dos governantes, que devem interpor seus interesses pessoais aos coletivos. Estabelecer a dialética entre o privado e o público é tarefa das mais difíceis e exige aprendizagem e têmpera. É assim que se forja o caráter das pessoas. Então, como educar e formar cidadãos no contexto atual? Este é o grande desafio do educador hoje.

O Portal Proiet diz que “O trânsito não é apenas um problema ‘técnico’, mas, sobretudo, uma questão social e política diretamente ligada às características da nossa sociedade. Para entender o trânsito, portanto, não basta discutir os problemas do dia-a-dia, como congestionamentos e acidentes, é preciso analisar como o trânsito se forma; como as pessoas participam dele, quais são seus interesses e necessidades...” O ser humano é capaz de controlar os impulsos e seu comportamento através do uso da razão. As atitudes são formadas a partir de interações do sujeito com o ambiente, e a impunidade favorece a manutenção do comportamento inadequado e da insegurança.

O consumismo e a competitividade da modernidade têm tornado as sociedades violentas, carentes de convivência social solidária e ética. O trânsito não foge a esta regra – notícias de mortes, mutilações e a produção de uma população de deficientes físicos (produzidos por TCE-traumatismo cerebral encefálico) têm povoado a mídia que já trata com banalidade este quadro assustador.

O homem urbano, individualista, massacrado pelo sistema de produção, e, obrigado a desempenhar funções que não escolheu em um ritmo que não é o seu, acha-se muito distante daquilo que poderíamos considerar uma boa qualidade de vida. “Independentes do progresso técnico atingido, são altos os níveis de alienação humana no trabalho, no consumo, no lazer.” O trânsito é mais que um espaço geográfico, físico, é o espaço da cidadania. Pobres, ricos, negros, brancos, pessoas portadoras de deficiências, mulheres, crianças, idosos, policiais, patrões, trabalhadores, seguidores de religiões, membros de diversos partidos políticos, das organizações sindicais e comunitárias se relacionam no trânsito - todos são iguais perante a lei e têm o direito de ir e vir – desde que com segurança para todos.

Se faz necessário um trabalho educativo, preventivo, interventivo e normativo eficaz. Assim poderemos ter um trânsito com paz e segurança. Há a necessidade de um trabalho direcionado a cada grupo que compõe o trânsito, tanto falando nos diversos papéis nele assumidos (condutor, passageiro, morador, pedestre, ciclista, motociclista, condutor de veículo de tração animal ou propulsão humana, como na faixa etária de cada um). A participação política não se faz somente através do voto, mas, principalmente, fiscalizando e exigindo do governo que aplique os recursos públicos em atividades e obras que sejam do interesse de toda a população.

Ao invés de construir uma grande obra, que benêficie apenas alguns, é necessário atender aos aspectos mais importantes da vida da população. Diante de uma realidade que não nos satisfaz temos o conhecimento e o preparo para exigir dos governantes a vontade política para alterar o quadro vigente. Assim, diante de um quadro de acidentalidade assustador (morre-se no trânsito, mais do que em muitas guerras), o cidadão preparado, terá condições de mudar essa realidade. A educação é, sim, o começo da solução; é o caminho para terminarmos com a violência; para aprendermos a ser éticos e para exigirmos o bom comportamento ético de nossos governantes.

O Japão é um país que tem apostado na educação e conscientização de trânsito, mas necessita da nossa ajuda para isso dar certo como forma de desenvolvimento e de solução para os problemas. Então:
“VAMOS NOS AJUDAR APOSTANDO NESTA IDÉIA”.

TEATRO PROIET-VISÃO, META E PERSPECTIVA.

Vivemos num contexto que estimula o individualismo e a competição. A todo instante e de todos os lados, recebemos mensagens e até mesmo pressões para nos preocuparmos principalmente com nossos interesses e para considerar os outros como adversários. Para sermos continuamente competitivos, acabamos nos tornando individualistas. Com isto, manter um comportamento ético e solidário, muitas vezes, torna-se difícil. O respeito às diferenças e aos direitos individuais não têm espaço e a vida torna-se uma aventura perigosa.
O trânsito reflete esta crise de valores. Diante do mito do carro, objeto símbolo de poder e status, o ser humano fica relegado a um segundo plano. O carro passou a ser o dono das ruas e o homem faz tudo para possuí-lo. O ser humano deixou de ser senhor para ser servo da máquina: o homem vale a potência de seu carro e sua habilidade ao volante. Nesta segunda posição, as diferenças sociais demarcam ainda mais o valor do ser humano como cidadão. Neste sentido, o contexto do Sistema de Transporte aprofunda e destaca as questões éticas associadas ao valor do homem. O trânsito é palco que revela o individualismo, a impunidade e a falta de solidariedade.
A mídia reforça os valores de competição, risco e hedonismo desmedido, colaborando para uma conduta irresponsável e agressiva. O prazer de "correr risco" é valorizado como comportamento jovial e "contestador". A alta velocidade é veiculada como sinônimo de "liberdade" e poder. O "outro" é quem deve ser sempre culpado, independentemente das circunstâncias. Desta forma, sob a perspectiva da antropologia social, o automóvel torna-se símbolo da violência .
A rua se transforma em arena de disputas, onde vale a "lei do mais forte". O resultado desta batalha diária é o elevado número de acidentes e mortes no trânsito que destrói vidas e esperanças de muitos. Esta situação é muito mais dramática quando ocorre com as crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, que morrem mais pelo trânsito do que por qualquer outra doença, violência ou acidente: o carro tornou-se o predador de crianças e adolescentes .
O desrespeito às regras de trânsito, o uso de bebidas alcoólicas ou drogas, entre outros motivos, têm sido apontados como as principais causas de acidentes de trânsito. Entretanto, o cidadão e o Estado têm responsabilidades por esse trânsito caótico e desumano. Se por um lado, os motoristas contribuem com uma parcela significativa dos problemas do trânsito e a população não conhece ou não exige seus direitos, por outro, falta ao Estado vontade política em tratar devidamente o assunto. Estas causas são derivadas do comportamento de indivíduos e instituições, mas podem ser entendidas também como reflexo de um sistema social que ciclicamente as perpetuam.

Ações educativas que promovam a formação de atitudes podem contribuir para um trânsito mais humano, melhorando a qualidade de vida. Entretanto, a visão fragmentada de homem e de mundo tem influenciado a ação dos educadores de trânsito brasileiros ou estrangeiros, que formulam seus objetivos sem ouvir a criança e o adolescente, sem compreender sua vivência e sua percepção sobre a realidade do trânsito. Enfatizam também o ensino de regras e o treinamento de habilidades como únicas formas de atingir o objetivo de reduzir o envolvimento em acidentes. Consideram um ambiente ideal, em termos de sinalização e de comportamento das pessoas.
Abordagens pedagógicas do TEATRO PROIET
É preciso que as crianças e adolescentes tragam suas experiências. Um "transitar" no mundo real, com seus problemas, incoerências, violências e situações bem sucedidas, fornecendo instrumentos e atividades que favoreçam a sensibilização, a reflexão, a discussão, a análise e a conscientização, exercitando a condição de cidadãos éticos e solidários.
Neste sentido, foram utilizadas neste portal três abordagens pedagógicas propostas pela direção para que se consiga atingir a principal meta da Educação para o Trânsito - a redução do risco presente nas vias:
• A Construtivista ,para tornar o aluno ativo em seu processo de educação, onde serão considerados seu ponto de vista, sua percepção e suas expectativas;
• A Sócio-Cultural , para promover a cidadania por meio da análise de situações reais do trânsito e da reflexão sobre as conseqüências da liberdade dada ao transporte motorizado individual no aumento do risco de acidentes de trânsito;
• A Holística ou educação em valores humanos , para que o aluno vivencie experiências solidárias e cooperativas na sala de aula e no trânsito, bem como para que transforme sua visão fragmentada em visão integradora de mundo.
Esta concepção enfatiza que o aluno deixe de ser apenas um memorizador das regras de trânsito, pois ele é um ser em desenvolvimento e se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto de conhecimento (o trânsito) e se formando como sujeito (cidadão). Buscou-se também a construção de uma prática pedagógica compatível com a formação global dos alunos, objetivando não somente a redução dos acidentes, mas a redução dos riscos presentes nas vias.
A construção do conhecimento acontece de maneira significativa quanto mais o aluno está envolvido em um processo que adota uma abordagem integradora, a qual inclua, além dos conteúdos do tema em si, os problemas contemporâneos, os interesses do aluno e sua vivência. Trabalhar o tema trânsito nessa concepção, permite que os alunos analisem os problemas, as situações e os acontecimentos em sua globalidade, utilizando, para isso, os conteúdos do tema e a sua experiência.
Na Educação para o Trânsito atualmente aplicada, é comum as crianças e adolescentes receberem os conteúdos a partir de conceitos abstratos, de modo teórico e muitas vezes desvinculados de sua realidade. Na nossa proposta, os conteúdos deixam de ser um fim em si mesmos e passam a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação com o mundo em que vivem, de forma crítica e dinâmica.
Há o rompimento com a concepção de "neutralidade" do tema trabalhado, que passa a ganhar significados diversos, a partir das experiências sociais dos alunos.
Nessa concepção, a Educação para o Trânsito propõe uma nova abordagem e se insere na exigência de repensar a prática pedagógica atual. Propõe também um caminho para transformar o espaço escolar em um espaço aberto à construção de aprendizagens significativas para todos que dele participam.
Para reduzir o risco presente no sistema de tráfego, o PROJETO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO criou condições para que os educadores possam atuar simultaneamente nestas três dimensões: tornar o aluno ativo em seu processo de construção do conhecimento, desenvolver o potencial de reflexão crítica do aluno e possibilitar a vivência da solidariedade e da cooperação na escola e no trânsito, porque conhecimento se constrói, potencial humano se desenvolve e valor se vive. Não há discurso capaz de ensinar valores, é preciso vivê-los .
Nossa expectativa com o Teatro Proiet nas escolas
A postura é fundamental para o sucesso da proposta. Se o educador não se portar segundo esta recomendação, estará fazendo uma educação tradicional, pois pouco adianta ensinar desta forma conceitos sobre postura ética, solidária e cidadã no trânsito. Educador e aluno devem compartilhar experiências e sentimentos, dividir temores indignação e esperanças, experimentar sensações de empatia com aqueles que sofreram com a violência no trânsito. Ao desenvolverem a empatia com o pedestre, a partir dos relatos das opressões sofridas, espera-se que o aluno não reproduza esse papel de opressor no futuro, quando for um motorista.
Assim tocados, espera-se que as crianças e os adolescentes desenvolvam habilidades e atitudes para que, no futuro, influam mais diretamente no processo de melhoria de sua qualidade de vida, bem como contribuam para a formação e a consolidação de valores compatíveis com um trânsito mais humano.

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO NA ESCOLA: CAMINHOS POSSÍVEIS

Responda rápido: ao ouvir a palavra trânsito o que vem a sua cabeça? Que imagens, personagens, elementos surgem em sua mente? Diante de tais questionamentos, a maioria de nós tende a associar o termo trânsito à imagem do automóvel. Ou ainda, associá-lo às placas de sinalização, aos agentes de fiscalização, enfim, aos aspectos mais técnicos/legais e menos humanos. Acontece, também, de pensarmos nas tragédias, nas perdas resultantes do trânsito, diariamente noticiadas pelos veículos de comunicação. É comum, por exemplo, abrirmos o jornal e nos depararmos com o relato de acidentes, muitas vezes envolvendo vítimas fatais. Tais episódios podem não fazer parte de nossas vidas, mas geralmente nos remetem a uma sensação de medo e impotência, fazendo com que não sejam mais uma possibilidade tão distante quanto pensávamos. Há ainda, outras associações possíveis, que advém da forte cultura automobilística na qual estamos inseridos, as quais remetem à
velocidade, à competitividade e à agressividade.
Exaltação do automóvel, preocupação com a sinalização/fiscalização, medo da violência, de condutas e valores negativos, eis os elementos que desde muito cedo “inflacionam” nosso imaginário ao pensarmos no tema proposto, limitando o espaço para novos e importantes aspectos. Neste cenário saturado, resta ao ser humano uma restrita área de aparência, já que ao indivíduo é atribuído o papel de coadjuvante no trânsito.
Devido à dinâmica das relações pré-estabelecidas entre os participantes do trânsito em seus
diferentes papéis, fica evidente que quem possui um veículo, ou está dentro de um, acha-se em maior vantagem, direito e poder. Reserva-se ao pedestre o espaço que sobrar, cabendo a ele, geralmente, submeter-se a isso por ser o partícipe mais frágil nesta esfera.
A redução do indivíduo frente ao grande destaque dado ao veículo pode causar conflitos. Contudo, este não é o único fator capaz de produzir embates. As pessoas são diferentes, têm personalidades únicas e necessidades individuais, e as relações no espaço coletivo são reflexo desta diversidade. Se, o que sobressai neste ambiente são as relações de poder (fortes-fracos, vulneráveis-não vulneráveis, ricos-pobres), o exercício de respeito ao outro fica prejudicado pois, na prática, o individual toma o lugar do coletivo.
Estas são questões emergentes e urgentes em nossa sociedade. É preciso rever as abordagens reducionistas que relacionam a temática trânsito ao binômio veículo-condutor, tratando apenas de conteúdos técnicos, e buscar estabelecer uma interface com aspectos psicossociais e pedagógicos, ampliando este espectro. As iniciativas na área de educação para o trânsito ainda são limitadas, pontuais. As campanhas vinculadas à área, são veiculadas timidamente, com pouco impacto, atingindo uma pequena parcela da população.
Na realidade, estamos carecendo de programas sistemáticos, continuados e de políticas públicas eficazes (e menos eleitoreiras). Tal movimento, vai ao encontro da tão sonhada mudança da cultura de violência e desrespeito no trânsito, necessidade esta de abrangência nacional. Desta forma, encarando o tema exposto como necessidade de toda uma sociedade, por que não reservar espaço em nossas escolas para tratar de um assunto que nos mobiliza tanto?
Compete à escola, organizar propostas pedagógicas voltadas a um pensar mais comprometido com as problemáticas vivenciadas/experimentadas em nosso cotidiano, estendendo-se para além da educação básica tradicional. Além de ajudar o aluno a construir o caminho da reflexão crítica, um dos principais papéis da escola é auxiliar o estudante a expressar este modo de refletir, compartilhando idéias e debatendo opiniões. Esse exercício possibilita um “pensar sobre o próprio pensar”, contribuindo para escolhas responsáveis e conscientes, favorecendo a participação social e a compreensão da realidade, buscando mudanças de atitudes e comportamentos como forma de melhorar a qualidade de vida.
A partir deste momento, a escola pode realizar um trabalho contínuo e sistemático na área da educação para o trânsito – que até o momento vem sendo tratado como assunto secundário –, colocando em foco as relações entre as pessoas, resgatando a prática de valores positivos e o efetivo exercício da cidadania, ressignificando diretos e deveres, transformando hábitos, vícios e atitudes.
Um eixo possível para tratar deste tema tão complexo, seria o trabalho a partir do que a mídia produz e apresenta, (o que ela cria e de que forma nos oferece tal produto) buscando relacioná-lo com a realidade cotidiana (o que isto tem a ver comigo/conosco?). A mídia, através de suas produções, diz muito a respeito de nós, do nosso tempo. As produções publicitárias, em forma de campanhas, muitas vezes entram em choque com as regras básicas da segurança e da cidadania no trânsito. Por isso a importância de trabalharmos com estes produtos, desconstruí-los, analisá-los. Como nosso transitar é apresentado pelos artefatos midiáticos? Que imagens, figuras, narrativas estão presentes? Como o automóvel aparece? E nós, de que forma estamos inseridos neste cenário? Eis uma possibilidade de refletirmos sobre a forte cultura automobilística1 na qual estamos inseridos, e que destaca o automóvel como bem indispensável, não apenas para satisfazer muitas de nossas necessidades e inseguranças, mas também para identificar os bem-sucedidos, e todos aqueles que buscam sê-lo.
A escola pode, ainda, aproveitar seu próprio espaço para analisar o transitar na própria comunidade escolar. Como se dá o comportamento de cada um? Como nossas ações refletem na vida do outro?

1-Nessa cultura, aquele indivíduo que possui o último modelo do ano, ou mesmo aquele que recém adquiriu seu primeiro automóvel, muitas vezes sente-se tão superior ao sentar-se atrás do volante que pode criar situações arriscadas a si mesmo e aos outros que participam do mesmo espaço. Os rapazes, principalmente, costumam estar expostos aos apelos dessa mesma cultura muito cedo, estando envolvidos em discursos que associam o estar dirigindo um automóvel à potência, competitividade, liberdade e prazer.

Tais indagações incitam os alunos a analisar suas próprias condutas, problematizando, por exemplo, o modo como estas se relacionam com os indivíduos com que convivem, traçando assim, um paralelo entre suas formas de transitar e seu próprio modo de ser.
Juciara Rodrigues (2002, p.41):

É imprescindível que, durante sua locomoção, o homem faça a leitura do conjunto de sinais utilizados para a transmissão destas mensagens. Esta leitura representa muito mais que a simples decodificação dos sinais que regem o trânsito. A comunicação com o espaço só acontece quando as mensagens são verdadeiramente compreendidas e, consequentemente, respeitadas.

Estas são abordagens iniciais, mas que podem servir para ampliar a discussão sobre a questão em pauta. Não é mais aceitável que continuemos restringindo o trabalho com o tema trânsito apenas às regras de circulação e ao ensino da sinalização, quando temos ao nosso alcance uma infinidade de propostas que podem instrumentalizar uma mudança duradoura. A Educação para o Trânsito apresenta poucos resultados se for realizada somente durante a Semana Nacional de Trânsito ou ainda em decorrência de algum acidente nas proximidades da escola. Discutir/analisar o transitar é algo complexo, que precisa ser ampliado para além do aspecto técnico/legal. O trânsito é um tema rico, com inúmeras possibilidades a serem exploradas, e pode contribuir para uma melhor compreensão do nosso cotidiano, nossos hábitos e atitudes, assim como estimular discussões de ordem sócio-política.
Ao trazer para seu interior um assunto com enorme relevância social, a escola não apenas estreitará seu vínculo com a comunidade, como também abrirá espaço para a qualificação da vida. Além disso, falar sobre o modo como nos locomovemos pode estimular o debate a respeito da convivência social, das condutas sociais frente às diferenças, das formas de inclusão/exclusão construídas diariamente, enfim, pode tornar o ambiente escolar cada vez mais aberto ao trabalho com temáticas que mobilizem a sociedade.

Ética, Cidadania e Educação no Trânsito um trio que não se pode separar.

A efetivação da cidadania exige não só um estado de direito, como também um convívio social regido pelos princípios democráticos. Para isso, é necessário que, além dos governantes, cada cidadão e cada cidadã adote esses princípios e oriente sua atuação social e seu comportamento pessoal por eles. Entretanto, embora os discursos afirmem a necessidade de manter uma postura ética1 em todas as atividades sociais, a prática revela valores diferentes, muitas vezes contra d i t ó r i o s com os defendidos nesses discursos. Há discursos e práticas justas, mas há também a ideologia de levar vantagem em tudo, a busca e a aceitação de privilégios. Há a preocupação com a cooperação e a solidariedade, mas também o individualismo e a ambição desmedida. Há uma grande preocupação com a preservação dos recursos e dos ambientes planetários, mas também uma enorme resistência das pessoas em mudar hábitos que geram desperdícios, poluição e agressões ao meio ambiente. Existe o discurso da igualdade e do respeito, mas também a desigualdade, a discriminação e o preconceito. É muito comum ver uma pessoa que protesta contra a violência na sociedade apresentar condutas violentas no trânsito ou no ambiente de trabalho. O campo ético é, portanto, um campo polêmico, pois, ainda que todos concordem com os princípios que orientam a democracia e os direitos dos cidadãos e das cidadãs, na prática estamos longe deles e há situações em que é difícil saber como efetivá-los.
Por esse motivo, a preocupação com a ética deve ter um lugar muito importante nas propostas educativas escolares: são os princípios éticos da vida em sociedade que devem orientar o trabalho educativo, desde o ensino dos conteúdos curriculares até as relações entre as pessoas no dia-a-dia da escola, inclusive com a família dos estudantes.
Nossa sociedade vive momentos preocupantes, não só em função do que acontece no Brasil, mas também no mundo: guerras, violência, desrespeito aos direitos humanos, discriminação, intolerância, corrupção, abuso de drogas, Aids, gravidez indesejada, drásticas transformações no mundo do trabalho e tantos outros problemas, cujo enfrentamento exige clareza dos valores que devem orientar as ações de cada cidadão e cidadã em direção à democracia e aos direitos de cidadania. Mais do que nunca, é preciso recuperar os princípios éticos na formação das novas gerações, para alimentar a esperança de que a humanidade possa, em um futuro próximo, superar esses grandes problemas e construir uma sociedade verdadeiramente justa e democrática. A educação para a cidadania pauta-se necessariamente por princípios éticos democráticos que se realizam tanto na vida pessoal como na social.

Responsabilidades do Cidadão

Ao contrário da ditadura, um governo democrático existe para servir o povo, mas os cidadãos nas democracias também devem concordar em seguir as regras e os deveres pelos quais se regem. As democracias garantem muitas liberdades aos seus cidadãos incluindo a liberdade de discordar e de criticar o governo.
A cidadania numa democracia exige participação, civismo e mesmo paciência.
Os cidadãos democráticos reconhecem que não têm apenas direitos, têm também deveres. Reconhecem que a democracia requer investimento de tempo e muito trabalho — um governo do povo exige vigilância constante e apoio do povo.
Em alguns governos democráticos, a participação cívica significa que os cidadãos devem ser membros do júri, ou cumprir o serviço militar ou cívico obrigatório durante um certo tempo. Outros deveres aplicam-se a todas as democracias e são da responsabilidade exclusiva do cidadão — o principal dos quais é o respeito pela lei. Pagar os seus impostos, aceitar a autoridade do governo eleito e respeitar os direitos dos que têm pontos de vista diferentes são também exemplos dos deveres do cidadão.
Os cidadãos democráticos sabem que devem ser responsáveis por sua sociedade para poderem se beneficiar da proteção dos seus direitos.
Há um ditado nas sociedades livres: cada povo tem o governo que merece. Para que a democracia seja bem sucedida os cidadãos têm que ser ativos, não passivos, porque sabem que o sucesso ou o fracasso do governo é responsabilidade sua e de mais ninguém. Por seu lado, o governo entende que todos os cidadãos devem ser tratados de modo igual e que não há lugar para a corrupção num governo democrático.
Num sistema democrático as pessoas que não estão satisfeitas com os seus líderes são livres para se organizarem e apoiarem pacificamente a mudança — ou tentar votar contra esses líderes em novas eleições no período próprio.
As democracias precisam de mais do que o voto ocasional dos seus cidadãos para permanecerem saudáveis. Precisam de atenção contínua, tempo e dedicação de muitos dos seus cidadãos que, por seu lado, olham para o governo para proteger os seus direitos e liberdades.
Os cidadãos numa democracia podem aderir a partidos políticos e fazer campanha pelos candidatos que preferirem. Aceitam o fato de que o seu partido pode não estar sempre no poder.
São livres para se candidatarem ou servirem como dirigentes públicos nomeados durante algum tempo.
Utilizam uma imprensa livre para falar com franqueza sobre questões locais e nacionais.
Aderem a sindicatos, grupo comunitários e associações empresariais.
Fazem parte de organizações voluntárias privadas — que se dedicam à religião, cultura étnica, estudos, desportos, artes, literatura, melhoramento do bairro, intercâmbio internacional de estudantes ou centenas de outras atividades.
Todos estes grupos — independentemente da sua proximidade com o governo — contribuem para a riqueza e a saúde da democracia.
Toda esta pequena aula de cidadania é mais do que necessária á todos que usam o trânsito, não importa se é motorista ou pedestre, somos responsáveis por nossos atos, e o trânsito é justamente onde podemos mostrar tudo o que aprendemos dentro de casa, na escola, em um grupo religioso, em nossa vida cotidiana.
Mais do que ser cidadão somos seres humanos, feitos de carne ossos, e principalmente de sentimento, á cada violência no trânsito, não somente o causador e a vítima sofrem. Sofrem também parentes, amigos, o Estado, o Governo e o País.
Pense bem antes de direcionar suas atitudes dentro do trânsito, Você somente Você será responsável por tal conduta.

Acidente de Trânsito

A violência e o acidente de trânsito são fatos sociais que apresentam muitas características comuns. Ambos são problemas da teoria e da prática social e política da sociedade. A violência é um fenômeno muito mais antigo que o acidente de trânsito. Enquanto a violência originou-se simultaneamente com o surgimento da humanidade, o acidente de trânsito é contemporâneo da sociedade moderna e surgiu com a revolução do automóvel.
Violência por definição é um comportamento humano que vise ou possa causar dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. È o ato atentatório contra a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo contra a vida de outro. É um fenômeno que permeia todo o tecido social e assume diferentes formas. É geral. Ocorre do nosso lado e nas mais longínquas regiões terrestres. Pode ser percebida nos bairros nobres das cidades e nas periferias. Está nas ruas e, até mesmo, dentro de nossas casas. É exterior à vontade das pessoas. Alcança todas elas indistintamente variando, porém, em intensidade. É uma realidade no cotidiano das pessoas com a qual elas têm de conviver. O viver em sociedade foi sempre um viver violento (Odalia, 1983). Em todas as horas e lugares ela aparece das mais variadas formas. Tal qual a violência, o acidente de trânsito é democrático. Acontecem em todos os lugares. Atingem a todas as pessoas, independentemente de suas posições sociais. Não é um evento deliberado, mas fruto de displicência e de falta de atenção e, até mesmo, pelo gosto do risco e da aventura.
Se a violência é um fenômeno social, toda violência é social. Entretanto, a violência é seletiva em relação a certos segmentos da população ou apresenta um alcance mais geral justificado por condições sociais e históricas. Nesse sentido, pode-se denominar o acidente de trânsito de violência social, pois reflete um conjunto de fatores estruturais da realidade social que vai além da simples presença de veículos nas vias públicas. A violência no trânsito é um fenômeno cujas causas são determinadas socialmente, atinge toda a população e suas conseqüências são dramáticas na vida das pessoas.
O acidente de trânsito, como manifestação contemporânea da sociedade moderna, está inserido na lógica do sistema capitalista. É, também, uma forma de violência. A violência no trânsito representa um grave problema de nossa sociedade. Ocorre a cada instante e, indubitavelmente, a sociedade dispõe de condições necessárias e suficientes para apresentar soluções e reduzir os seus efeitos. Porém, nossos governantes pouco se preocupam com o problema. Não o faz em nome de outras prioridades.
Para se ter uma noção do tamanho da tragédia que é o trânsito, o Brasil registra anualmente 3 milhão de acidentes. A quantidade de pessoas feridas por ano é de 400 mil pessoas. Essa quantidade de acidentes resulta na morte de 35 mil pessoas/ano. Aproximadamente 10 milhão de pessoas se envolvem de alguma forma em acidentes de trânsito no período de um ano.
A cada minuto 14 pessoas sofrem acidentes de trânsito, 3 acidentes acontecem e uma pessoa é ferida. A cada 15 minutos, uma pessoa morre. Imaginemos um cenário, ainda mais amplo. Se hipoteticamente tivermos outras 3 pessoas que mantêm algum tipo de relação com qualquer das pessoas envolvidas em acidentes, teremos uma população de mais de 22 milhões de pessoas que de algum modo participa desse cenário catastrófico que encerra os acidentes de trânsito. É incomensurável, a quantidade de dramas pessoais dele decorrentes.
Para além do sofrimento ao qual estão submetidas as pessoas que se acidentam no trânsito, duas pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelaram que os acidentes de trânsito no Brasil custam ao Estado e à sociedade aproximadamente 30 bilhões de reais por ano, ou seja, 1,2% do PIB brasileiro. Desse modo, os acidentes de trânsito custam caro ao povo e as sociedades brasileiras, onerando sobremaneira, os sistemas de saúde e de segurança pública. Entretanto, não observamos políticas públicas consistentes no sentido de reduzi-los.
Não resta dúvida que o acidente de trânsito é uma manifestação contemporânea da violência social. Violência que não compreende apenas crimes, mas todo o efeito destruidor que provocam sobre as pessoas e sobre as regras de convívio na cidade. O trânsito violento interfere no tecido social, prejudica a qualidade das relações sociais, e contribui para o quadro da perda da qualidade de vida.
O principal fator da violência no trânsito no Brasil é humano. É certo que existem deficiências técnicas, de infra-estrutura e de engenharia. Entretanto, condutores, motociclistas, ciclistas e,
até mesmo, pedestres são incapazes de cumprir as mais elementares regras de circulação. Não obedecem a sinalização, os limites de velocidade, avançam sinal vermelho e falam ao celular enquanto dirigem. Não raramente dirigem embriagados ou sem habilitação. É esse tipo de comportamento perigoso que gera o risco e provoca os acidentes de trânsito. No trânsito parece que vivemos um estado de anômia conforme a concepção de Durkheim. A falta de regras e o seu descumprimento invariavelmente levam a um cenário de violência sem precedentes.
A lei de trânsito no Brasil parece ser menos importante que as outras leis. Infrações de trânsito são consideradas pequenos deslizes. Por vezes, o infrator é até tratado como herói e corajoso. Expõe-se ao risco e impõe risco a outras pessoas sem considerar que o palco em que se comete estripulias motorizadas mata 35 mil pessoas por ano. A finalidade da lei de trânsito nada mais é do que limitar a liberdade de locomoção e de circulação de cada pessoa, individualmente, para garantir a liberdade de locomoção de interesse coletivo dentro de níveis seguros para toda a população. A lei de trânsito, nesse sentido, é a garantia do direito de locomoção universal no espaço público. Complementar a essa situação, a polícia e o judiciário são complacentes com esse estado de coisas que observamos no cotidiano do trânsito.
Culturalmente, no Brasil, o acidente de trânsito é tido como uma fatalidade. É um acontecimento fortuito e não previsto. Em tese, as pessoas não saem às ruas para, deliberadamente, matar ou ferir pessoas com seus veículos. Embora não pratiquem a violência de forma deliberada, incorrem em ato violento por imprudência, imperícia ou negligência. Essas formas de violência recebem um tratamento de crime culposo e não doloso, tornando menor a indignação das pessoas e elevando o fator de risco no trânsito.
Dessa forma, pode-se concluir que a violência no trânsito é uma conjugação de fatores que se interagem e resultam em uma fórmula tão ou mais explosiva que uma bomba atômica: risco, aventura, displicência, desconhecimento, desobediência, impunidade. Os resultados observamos estampados nas páginas de jornal não raramente em matérias intituladas de tragédias. Ressalte-se que os acidentes de trânsito são tão ligados ao conceito de violência que seus registros são tratados e elaborados, na maioria das vezes, pelos órgãos policiais.

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos..

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.. .
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... Você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente);
O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... Enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a....
ROTINA
Não me entenda mal.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção e vida..
E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE.....
V I V A !!!!!!!!

Educação no trânsito: direito e dever de todos

Considera-se trânsito a utilização das vias (ruas) por pessoas, veículos,animais, isoladas ou em grupo.conduzidos, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. Fazem parte do trânsito o homem, o veículo e a via. Quando andamos a pé, de bicicleta ou até mesmo de cavalo ou carroça fazemos parte do trânsito. Deste modo, percebe-se que o trânsito surgiu bem antes do automóvel.
Acontece, porém, que o trânsito fica mais agitado e até difícil com a presença dos veículos. Os automóveis surgem na história da humanidade, para resolver problemas de locomoção e transportes e mudar significativamente a vida das pessoas, pois eles encurtam distâncias, facilitando as coisas, contudo trazem alguns problemas. Os primeiros tipos de transportes do mundo foram movidos por animais. No ano de 1790 foi inventada a bicicleta.
No ano de 1771 começam as primeiras experiências com automóveis que eram a vapor. No ano de 1886 o alemão Carl Benz registra o que ficou conhecido como primeiro automóvel do mundo, era uma espécie de triciclo. Com os veículos surgem os acidentes de trânsito...
O primeiro atropelamento com morte, conhecido pela história, aconteceu em 1846.
Assim, a necessidade de orientar as pessoas que andam pelas ruas sempre foi importante, pois deveriam ser criadas as leis para organizar o trânsito e evitar os acidentes.
O primeiro automóvel do Brasil pertenceu a Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto Santos Dumont (inventor do avião), mas ele não era visto pelas ruas, pois dizem que foi comprado para fins de estudo. O segundo automóvel foi do jornalista José do Patrocínio.
Ele convidou o poeta Olavo Bilac para um passeio e saiu pelas ruas “espalhando pânico” entre os moradores. José confiou o volante ao amigo e ele bateu em uma árvore, deslizando por um barranco, nada muito grave, acontecendo aí o primeiro acidente de trânsito com automóvel do país. Como se pode notar os acidentes são comuns, porém mudam a vida das pessoas, por isso foram criadas as legislações de trânsito, que são as normas que disciplinam as atividades que envolvem o trânsito.

Todos têm direitos e deveres no trânsito, inclusive os pedestres.
Atualmente o trânsito é regido pelo CTB – Código de Trânsito Brasileiro. A lei é bastante rígida, mas nem sempre é cumprida e muitos acidentes ainda acontecem. A Organização Mundial de Saúde – OMS e as pesquisas comprovam que o trânsito é uma das maiores causas de mortes no mundo e no Brasil.

Isso acontece principalmente por causa da imprudência e distração das pessoas. É comum vermos motoristas dirigindo alcoolizados e andando em alta velocidade, o que é proibido.
Os pedestres não respeitam faixas e semáforos. Os motoqueiros, ciclistas e carroceiros também desrespeitam as normas.
Desta forma, todos acabam contribuindo para um trânsito problemático. A segurança no trânsito é direito de todos, mas para isso as pessoas devem colaborar! Os motoristas devem seguir as normas da legislação e as pessoas devem andar nas ruas com atenção e sempre que estiverem em locais movimentados observar a sinalização, atravessando nos locais onde houver faixas de pedestres e semáforos. Muitas são as vítimas da violência no trânsito. Você certamente conhece, conheceu ou ouviu falar de alguém.
O trânsito só será melhor quando as pessoas se conscientizarem da importância da educação no trânsito e passarem a contribuir de maneira significativa na construção de um trânsito mais humano e cidadão.
Fonte : ONG ALERTA

Direção patética

É certo que somos um emaranhado de instintos e sentimentos, que tentam conviver com um mínimo de equilíbrio entre a emoção e a razão - não fosse isso talvez ainda estivéssemos na Idade da Pedra -, mas o mecanismo do relacionamento: ser humano x máquina ainda é um mistério que desafia os especialistas.

Na maioria dos casos, não é fácil identificar o motivo dessa agressividade; talvez seja uma reação orgânica ligada a um sensível aumento de adrenalina no organismo; mas alguns espécimes, em vez de exercitar o autocontrole, testam, perigosamente, limites. Assim, a maneira como dirigem seus veículos poderia ser qualificada como intempestiva. Eles pensam que são bons motoristas, com suas ultrapassagens arriscadas, fechadas gratuitas, costuradas, proximidade excessiva e desafiadora, arranques ruidosos e freadas abruptas; mas, só não provocam mais acidentes graças aos que antecipam suas barbaridades.

Uma vez, viajei com um conhecido, que tinha um Jaguar. Ao ver que ele conduzia o veículo com velocidade bem acima da permitida para a rodovia, perguntei-lhe se ele não temia algum problema: como multas, por exemplo. Para minha surpresa, ele respondeu que aquele carro era um sonho antigo, que não tinha preço!

O curioso é que esse tipo de conduta é característica de uma adolescência ou libido mal-resolvidas. Aliás, é nessa fase que os menos estruturados adquirem a maioria dos vícios e consolidam seu mau caráter. Para os homens, principalmente, a posse de um carro é quase um símbolo de virilidade; em casos extremos, há os que medem sua "capacidade intelectual", "coragem" e sexualidade pela quantidade de cavalos do motor. Antes, eram "juventude transviada"; hoje, são "velozes e furiosos". No fundo, são pessoas inseguras, com sérios problemas de auto-afirmação.

Grande parte da culpa cabe aos pais, que entregam "máquinas" possantes nas mãos de filhos que não sabem educar, transformando-os em assassinos em potencial: inconseqüentes e sem nenhum respeito ao próximo; que acreditam, com sua condução "intrépida" e "rachas" irresponsáveis, ser novos "Ayrton Senna", só que protegidos das conseqüências de seus atos por "gordas" contas bancárias, que financiam a impunidade e corrupção. O original, pelo menos, corria no lugar certo e quando ultrapassou seu limite morreu só, sem causar a morte ou invalidez de ninguém. Pelo contrário, ainda deixou uma fundação que ajuda a salvar vidas!

Felizmente, para alguns, essa fase passa ao chegar à fase adulta; mas para outros, perdura pela vida inteira, com seqüelas irremediáveis para inocentes. Agora, imaginem quando essa simbiose: ser humano x máquina - complexa e "química", por princípio - é "aditivada" com drogas e álcool, qualquer que seja a idade? Os cavalos do motor, o "quadrúpede" ao volante e combustíveis de alta octanagem abastecendo ambos... É nitroglicerina pura!

Só que as estatísticas mostram que as vítimas dos que se excedem na forma de dirigir - associada ou não ao consumo de álcool e substâncias entorpecentes, sejam eles "mauricinhos" mal-educados, "brucutus" socialmente deslocados ou pacatos cidadãos temporariamente "possuídos" - sobrevivem, de forma dramática e traumática, aos acidentes por eles provocados.

Vidas ceifadas, vidas truncadas, imitações de vida e limitações de vida! Tudo por conta de um "estilo de vida"!

Nosso trânsito, que já era caótico e estressante, agora é, também, "patético", com duplo sentido!

Não sou, em princípio, adepto de "terapias de choque", mas creio que a obtenção e renovação das licenças de motoristas deveriam ser precedidas de uma seção de fotos, documentários e estatísticas sobre acidentes de trânsito e suas vítimas. Talvez assim, antecipando os efeitos, refrearemos as causas

Educação para o trânsito!Seu filho merece!



Mais uma vez é do exemplo dos pais que surge a consciência das crianças, também com relação às regras de trânsito. Orientando os pequenos desde cedo, os pais estarão contribuindo para reduzir o risco de acidentes envolvendo seus filhos. O primeiro passo para isso é deixar bem claro para a criança que ela é uma passageira especial e até os dez anos deverá ir sempre no banco de trás.

Até atingir a altura de 1,40m é recomendável o uso de cadeirinhas de segurança. Depois disso, pequenas almofadas servirão para auxiliar na melhor adaptação do corpo da criança ao cinto de segurança. E a orientação dos pais não deve cessar nunca, especialmente sobre os riscos e perigos de colocar braços e cabeça para fora do carro.

A educação das crianças para o trânsito envolve também sua consciência dos deveres e direitos do pedestre. Até a idade de sete anos não se deve permitir à criança que circule sozinha, mas sempre acompanhada por um adulto. Mas muito antes disso, os pequenos já estão atentos à movimentação de pessoas e veículos nas ruas. É o momento de instruí-los sobre os principais tipos de sinalização no trânsito, como semáforos, faixas para a travessia de pedestres e pisca-pisca luminosos instalados nas garagens dos edifícios. E também restringir o uso de bicicletas, skates e patins a parques e locais adequados para esse tipo de atividade.

Código Nacional de Trânsito


A promoção de atividades que permitam à criança conhecer e vivenciar situações de circulação no trânsito, seja como pedestre ou passageira, é uma das exigências do Código Nacional de Trânsito.

Os Detrans das cidades brasileiras têm profissionais preparados para dar instruções nesse sentido a professores e alunos do ensino fundamental de escolas públicas e privadas. Em São Paulo, a Divisão de Educação de Trânsito do Detran mantém, inclusive, uma Cidade-Mirim, onde acontecem visitas agendadas pelas escolas.

Os recursos pedagógicos utilizados pelos policiais militares monitores vão desde palestras até dramatizações com linguagem adequada a cada faixa etária. Para transmitir aos pequenos noções básicas de segurança no trânsito e conscientizá-los da importância de garantir sua própria integridade física e a das outras pessoas valem canções e todo o tipo de brincadeiras. Os professores que acompanham o processo também são instruídos a relembrar o assunto em momentos oportunos. No interior do Estado, a mesma proposta é realizada pelo Programa Educativo de Trânsito "Clube do Bem-Te-Vi" desde 1990, através de visitas às escolas que agendam horários.

A idéia é, além de educar as crianças para noções de segurança, investir na formação de motoristas adultos mais conscientes sobre suas responsabilidades no trânsito.


Ensinamentos Básicos
1.Em caso de acidente, somos sempre projetados contra o painel e o pára-brisa. Portanto, crianças devem andar sempre no banco traseiro, onde estarão mais seguras e protegidas.

2.Crianças devem evitar jogar bola, andar de bicicleta e de skate na calçada. Uma boa alternativa são os parques, campos e escolas. Do contrário, as crianças correm o risco de serem atropeladas.
3.Oriente seus filhos para que eles nunca coloquem o braço ou a cabeça para o lado de fora do veículo.

4.Quando forem para a escola de ônibus, oriente as crianças para que só embarquem ou desembarquem quando o ônibus estiver totalmente parado.

5.Ensine as crianças a não jogar lixo pela janela, explicando a elas que além de atrapalhar outros veículos, cada objeto jogado na rua contribui para aumentar a poluição da cidade.

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Cuidado quando usar a buzina

Levar uma fechada ou se irritar com aquela pessoa que vagarosamente utiliza as duas faixas da rua é motivo para soltarmos um belo “palavrão” e “sentar a mão” na buzina certo?

Mas na hora que fizer isto, cuidado. Esta atitude pode ocasionar uma multa. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica que usar a buzina de forma exagerada e sem motivo é caso para infração.
O condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde que em toque breve, nas seguintes situações:

I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;
II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.

No artigo 227 estão as circunstâncias passíveis de multa:

I - em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos;
II - prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
III - entre as vinte e duas e as seis horas;
IV - em locais e horários proibidos pela sinalização;
V - em desacordo com os padrões e freqüências estabelecidas pelo CONTRAN;

Eu sei que é difícil, mas cuidado!

EDUCAÇÃO E TRÂNSITO: UMA MISTURA QUE DÁ CERTO

EDUCAÇÃO FAMILIAR NO TRÂNSITO

Essencialmente a educação tem o desígnio de levar o homem a atingir um estado de
maturidade que o capacite a se encontrar com a realidade de maneira consciente e assim agir de
modo responsável. Além disso, o fato do homem ser um ser social e viver em constante
relacionamento com as pessoas, é que faz pensar que a educação que cada indivíduo recebe pode
ser a chave para os sentimentos e decisões na mudança e amadurecimento constante do
comportamento humano. Essa vivência em sociedade é altamente complexa no mundo moderno
onde as relações são mediadas por inúmeros objetos provenientes do trabalho humano para
melhorar sua existência. O transporte e, por conseqüência, o trânsito fazem parte dessas relações,
como nos aponta o pesquisador VASCONCELLOS:
O trânsito é uma disputa pelo espaço físico, que reflete uma altercação pelo tempo e pelo
acesso aos equipamentos urbanos, é uma negociação, dadas às características de nossa
sociedade, não se dá entre pessoas iguais: a disputa pelo espaço tem uma base ideológica e
política; depende de como as pessoas se vêem na sociedade e de seu acesso real ao poder.
(1988).
Quando se aborda educação, se reflete sobre quem é responsável para que a mesma ocorra,
sejam os pais, familiares, professores, ou aonde se adquire esta educação, seja no trânsito, no clube,
na escola ou no trabalho. Acredita-se que estas aprendizagens equivalem a uma extensão das
aprendizagens que ocorrem no lar, com a mediação dos primeiros educadores - os pais ou familiares
mais próximos, mas todos os lugares e/ou pessoas com quem se convive educam constantemente;
logo, existe um contínuo aprendizado. Com exemplos de bons comportamentos, boa índole e de
personalidade equilibrada e socialmente adequada, ter-se-á conseguido demonstrar às crianças que a
educação no trânsito faz parte do conceito de respeito ao próximo. O respeito gera inevitavelmente
a educação.
O fator educacional se estende por meio do comportamento do indivíduo nas vias públicas,
pois se participa do trânsito desde o ventre materno até a morte. Convém lembrar que quando se
dirige, passeia, se caminha também se está no trânsito e, nesse momento, se repete o que foi
aprendido na educação familiar e no convívio social. Se foram bons exemplos, formar-se-ão bons
motoristas, participantes do sistema de trânsito, educados e conscientes.
Partindo deste paradigma educacional e frente aos constantes óbitos no trânsito de crianças
no Brasil e no mundo, é que se percebe quão fundamental são as bases educacionais, ou seja, os
valores, responsabilidades e exemplos adquiridos na família, que determinam junto à escola, o
cidadão do futuro.
A educação no trânsito, fornecida pelas escolas, desde a Educação Infantil até o Ensino
Médio, é fundamental para a mudança constante de comportamento humano e formação de futuros
cidadãos e motoristas contribuindo para um trânsito seguro. A continuidade deve ser ofertada
sempre que possível no Ensino Superior, seja através de programas ou projetos.
Trata-se de uma aprendizagem cujas bases são práticas, existem a partir das vivências e, por
isso mesmo, são tão difíceis de mudança quando já arraigadas, conforme nos orientam os estudos de
JEAN PIAGET:
Só podemos olhar o outro e sua história, se temos conosco uma abertura de aprendiz que se
observa em sua própria história. Nesse sentido, a ação de olhar é um ato de estudar a si
próprio, a realidade, o grupo, à luz que nos inspira, pois sempre só vejo o que sei. (PIAGET
apud ARANHA,1996)
A carência de bons exemplos dos pais para os filhos, quanto à educação para o trânsito,
apenas afasta a efetividade de um trânsito possível de melhorias, segurança e mudanças reais no
comportamento dos participantes.

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