A maioria dos acidentes poderia ser evitada, se o motorista tivesse consciência de sua responsabilidade e tomasse algumas precauções ao dirigir, tanto na cidade como nas rodovias. Na cidade e na rodovia:
- Não faça de seu veiculo uma arma;
- Dirija com atenção, obedecendo sempre a sinalização;
- Respeite os limites de velocidades;
- Dirija sempre defensivamente;
- Bebida e volante não combinam, se for bebe não dirija, se dirigir não beba;
- Tenha sempre ao alcance sua documentação e a do seu veiculo
Nas rodovias:
Qualquer anormalidade nas estradas deve ser informada ao número 194 Policia Militar Rodoviária Estadual e 191 Policia Rodoviária Federal que atende em todo o Brasil.
Principais recomendações
Atenção ao tempo – A exemplo do último feriado nacional, mapa do Instituto Nacional de Meteorologia (www.inmet.gov.br) mostra a possibilidade de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nos 65 mil quilômetros de rodovias federais, este mês de outubro foi considerado um dos mais chuvosos dos últimos anos.
Em pista molhada, os motoristas devem diminuir a velocidade, aumentar a distância do veículo à frente e acender os faróis. Grande parte dos acidentes sob chuva é provocada pela aquaplanagem, situação em que o veículo perde a aderência dos pneus com o solo. Nestes casos, o motorista deve utilizar o freio motor (redução da velocidade com a utilização do câmbio) e não acionar o freio, que pode causar perda de controle.
Trânsito de caminhões será controlado - Para aumentar a segurança dos veículos menores que transitam por rodovias de pista simples, característica predominante da malha viária nacional, o tráfego de caminhões bitrens e cegonha será feito em horário especial durante o fim de semana prolongado. Cada período de restrição terá duração de seis horas e valerá para veículos com ou sem carga, independentemente de possuir Autorização Especial de Trânsito (AET).
O motorista que descumprir a determinação será multado em R$ 85,13 (infração Média), receberá quatro pontos na CNH e permanecerá com o veículo estacionado até liberação pelo agente. Procure se informar sobre os dias e horários de restrição:
O SOS Estradas, com o apoio do PARE - Programa de Redução de Acidentes de Trânsito do Ministério dos Transportes, da ABRAMET- Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e da Sociedade Brasileira do Sono, convidam você a participar da campanha:
CANSAÇO MATA - TENHA TEMPO PARA UMA PARADA
No estudo "Morte no Trânsito - Tragédia Rodoviária" - realizado pelo SOS Estradas em 2004, detectamos que o cansaço é inimigo invisível dos motoristas brasileiros, causando provavelmente 20% dos acidentes e mais de 30% das 24.000 mortes que ocorrem todos os anos nas rodovias brasileiras.
O motorista cansado demora mais a identificar uma situação de risco e reagir. Em muitos casos, quando dorme ao volante, sequer reage. São comuns os acidentes sem marca de frenagem. As conseqüências são dramáticas, pois quanto maior a velocidade maior o risco de vítimas fatais. Na Austrália estudo das autoridades de trânsito comprovou que o cansaço dos motoristas era responsável por 16% dos acidentes e por 30% das vítimas fatais.
Na França, estudo finalizado em 2004, depois de 4 anos de investigação, identificou que os acidentes por cansaço representam 15% do total e 34% dos acidentes fatais ocorridos nas auto-estradas. O que estimulou a Associação de Concessionárias de Rodovias da França a realizar campanha de conscientização dos motoristas que teve início no mês de novembro de 2005.
Há seis anos que o Departamento de Transportes do Reino Unido está realizando a campanha "o cansaço mata". No Reino Unido, os acidentes ocorridos em rodovias com motoristas cansados representam 20% do total e provocam 50% a mais vítimas fatais que a média dos outros motivos.
Nos EUA, em agosto de 2003, o estado de New Jersey foi o primeiro a considerar crime o acidente provocado por motorista cansado, que está sujeito, no caso de vítimas, a pena de 10 anos detenção. Está em fase final na Câmara dos Deputados e no Senado americano a aprovação da liberação US$ 30 milhões para o NHTSA, órgão responsável pela segurança nas estradas para estudar os acidentes causados por cansaço e desenvolver um cronograma de ações para reduzir esses acidentes. Estima-se que, somente nos EUA, ocorrem 100.000 acidentes por ano com motoristas cansados.
Numa pesquisa realizada em 2004 com 2.239 policiais americanos e canadenses, 88% reconheceram que abordaram motoristas que supunham estarem alcoolizados. Concluído o processo, apuraram que, na verdade, esses condutores estavam dirigindo cansados.
Portanto, não deixe que esse inimigo coloque em risco sua vida, a de seus familiares ou de terceiros. Na hora de pegar a estrada, a trabalho ou passeio, siga algumas dicas que são recomendações valiosas e que foram selecionadas por especialistas brasileiros e extraídas das campanhas bem sucedidas em todo o mundo.
Observá-las e aplicá-las vai ajudá-lo a combater esse inimigo da vida e amigo da morte: O CANSAÇO NA DIREÇÃO
segunda-feira, 29 de março de 2010
Levantando algumas questões

• O que levaria o ser humano a colocar sua integridade física em risco? Irresponsabilidade ou desconhecimento? Insensibilidade ou inconsciência? Inocência ou burrice?
• Por que um garoto insiste em empinar sua bicicleta bem no meio do asfalto de uma rodovia, confrontando o tráfego em contrário, que passa a centímetros dele? Não lhe passa pela cabeça que um simples tombo sob as rodas de um caminhão pode causar danos irreparáveis?
• Por que um pedestre insiste em driblar os veículos para atravessar a rua com o sinal desfavorável? Falta-lhe consciência de que, apesar de ser uma área de proteção, a faixa de segurança não é suficiente?
A consciência da finitude humana começa a chegar, nas mentes equilibradas, a partir de uma certa maturidade. Algumas décadas de vida são suficientes para que as pessoas passem a ter medo de altura, a pensar duas vezes antes de mergulhar numa água escura e desconhecida, a precaver-se e desligar o disjuntor antes de aventurar-se numa tomada elétrica com defeito.
Mas nem mesmo a maturidade traz a consciência de que um choque elétrico ou o mergulho em águas traiçoeiras podem ser menos danosos do que um acidente de trânsito. Alguém que tem medo de altura, mas dirige feito um doido, sabe por acaso que bater o carro a sessenta por hora equivale a cair do sétimo andar de um prédio? Não podemos condenar o otimismo, mas esse sentimento não é um dos mais adequados quando a vida humana está em jogo.
Não é aconselhável pensar sempre que tudo vai dar certo, quando, se algum pequeno desvio desmentir esse pensamento positivo, uma juventude inteira pode ser ceifada:
- um piscar de olhos pode ser suficiente para que toda uma vida de otimismo seja transformada no amargor de um futuro destruído – isso quando ainda resta futuro para ser lamentado.
A conscientização é indispensável

Conscientização deve ser a palavra de ordem, mas o medo da água fria só vem, infelizmente, quando o gato já está escaldado. Embora a situação original seja irremediável, uma vítima de atropelamento vai certamente pensar mais de uma vez antes de atravessar novamente a via – desde, é claro, que tenha sobrevivido ao atropelamento.
Um motorista embriagado, que condenou o resto da vida na semi-mobilidade de uma cadeira de rodas, vai amargar a ressaca da vida duas vezes:
- por saber que as coisas poderiam ter sido diferentes e por experimentar que agora não dá mais para escolher.
Mas não é o caso de privilegiar a desesperança. As pessoas conscientes de que a vida pode acabar por causa da demora de uma fração de segundo para pisar no freio, estão aí para garimpar soluções, não para levar flores ou bombons aos convalescentes – ou, em muitos casos, abraços de condolências à família. O trabalho dessas pessoas parte do conceito inarredável de que o ser humano tem solução, sim. A lapidação é possível até nas pedras mais toscas...
Para essa preservação da vida no trânsito, existem entidades que buscam encontrar caminhos que revertam a tendência suicida de grande parte dos atores do trânsito. Seu objetivo é conscientizar a sociedade, como um todo, de que o ser humano é a parte mais frágil, inconseqüente e insubstituível do cenário do trânsito. Isso é importante e urgente, pois a vida, a única que temos, não é restituível.
Jovens e a consciência no transito

Os jovens são as maiores vítimas da violência no trânsito do País.
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a cada ano tem aumentado o número de mortos e feridos devido a acidentes de trânsito entre pessoas de 18 e 29 anos nas estradas e rodovias. Em 2007, dos 116.720 jovens vítimas de acidentes, 5.006 foram fatais e outros 111.714 não-fatais. Em 2005, embora o número de vítimas fatais tenha sido menor, 4.769, o total de jovens vítimas de acidentes foi de 134.571. Em dados percentuais, as vítimas fatais do trânsito cresceram de 23,7% para 26,5%.
Especialistas acreditam que a mistura de álcool com direção é o maior vilão dessa triste estatística e que o jovem precisa ter mais consciência nas viagens para os feriados prolongados deste ano.
Entrou em 20 de junho 2008, em todas as rodovias federais que cortam o Brasil, a nova lei nº 11.705, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, que ficou conhecida como “lei seca”, que deveria mudar os hábitos de toda a população brasileira. A lei proíbe o consumo de qualquer bebida alcoólica para os motoristas que irão pegar as estradas ou dirigir. Antes da decisão era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue, o que equivale a dois copos de cerveja.
No entanto, dois dias após a lei ter entrado em vigor, no dia 22 de junho de 2008, o motorista Carlos Henrique Silva Dias, de 18 anos, trafegava em alta velocidade pela BR-153 no trecho urbano de Anápolis e não conseguiu desviar de um carro que estava parado no acostamento, por falta de combustível. Dentro do veículo estavam Maria de Lurdes da Silva Moreira, de 26 anos, e seus filhos de 4 anos e 8 anos. Os três morreram.
Ele ficou 2 meses preso e está respondendo em liberdade por homicídio doloso, quando há intenção de matar, por dirigir embriagado e poderá pegar até 20 anos de prisão, mas a suspresa foi ele ser preso novamente quase um ano depois, por direção perigosa, condução sem CNH e alcoolizado. E a justiça, Brasil?
“Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool”
Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool. Se você somar isso ao excesso de confiança do jovem e de velocidade, o resultado pode ser um acidente – afirma o chefe de gabinete da AMT, o prof. Miguel Carlos, lembrando que nessas datas comemorativas do ano o aumento chega a 20% do movimento nas emergências hospitalares.
Para tentar diminuir o volume de acidentes envolvendo os jovens, o Departamento de Educação de Trânsito da AMT vai às ruas em campanha por mais consciência no trânsito. Funcionários da AMT distribuem panfletos com dicas aos motoristas para fazer uma boa viagem e o trânsito em prol da vida.
“A pressa não combina com o lazer e é inimiga do trânsito, sobretudo da vida.”
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a cada ano tem aumentado o número de mortos e feridos devido a acidentes de trânsito entre pessoas de 18 e 29 anos nas estradas e rodovias. Em 2007, dos 116.720 jovens vítimas de acidentes, 5.006 foram fatais e outros 111.714 não-fatais. Em 2005, embora o número de vítimas fatais tenha sido menor, 4.769, o total de jovens vítimas de acidentes foi de 134.571. Em dados percentuais, as vítimas fatais do trânsito cresceram de 23,7% para 26,5%.
Especialistas acreditam que a mistura de álcool com direção é o maior vilão dessa triste estatística e que o jovem precisa ter mais consciência nas viagens para os feriados prolongados deste ano.
Entrou em 20 de junho 2008, em todas as rodovias federais que cortam o Brasil, a nova lei nº 11.705, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, que ficou conhecida como “lei seca”, que deveria mudar os hábitos de toda a população brasileira. A lei proíbe o consumo de qualquer bebida alcoólica para os motoristas que irão pegar as estradas ou dirigir. Antes da decisão era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue, o que equivale a dois copos de cerveja.
No entanto, dois dias após a lei ter entrado em vigor, no dia 22 de junho de 2008, o motorista Carlos Henrique Silva Dias, de 18 anos, trafegava em alta velocidade pela BR-153 no trecho urbano de Anápolis e não conseguiu desviar de um carro que estava parado no acostamento, por falta de combustível. Dentro do veículo estavam Maria de Lurdes da Silva Moreira, de 26 anos, e seus filhos de 4 anos e 8 anos. Os três morreram.
Ele ficou 2 meses preso e está respondendo em liberdade por homicídio doloso, quando há intenção de matar, por dirigir embriagado e poderá pegar até 20 anos de prisão, mas a suspresa foi ele ser preso novamente quase um ano depois, por direção perigosa, condução sem CNH e alcoolizado. E a justiça, Brasil?
“Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool”
Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool. Se você somar isso ao excesso de confiança do jovem e de velocidade, o resultado pode ser um acidente – afirma o chefe de gabinete da AMT, o prof. Miguel Carlos, lembrando que nessas datas comemorativas do ano o aumento chega a 20% do movimento nas emergências hospitalares.
Para tentar diminuir o volume de acidentes envolvendo os jovens, o Departamento de Educação de Trânsito da AMT vai às ruas em campanha por mais consciência no trânsito. Funcionários da AMT distribuem panfletos com dicas aos motoristas para fazer uma boa viagem e o trânsito em prol da vida.
“A pressa não combina com o lazer e é inimiga do trânsito, sobretudo da vida.”
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